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Os míticos do hardcore straight edge actuam no Santiago Alquimista, em Lisboa, dia 6 de Maio.

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Fruto de uma amizade conhecida, os portugueses For The Glory tocarão com os holandeses No Turning Back, a norte e a sul do país. A deixa é simples: ambas as bandas têm novos álbuns prontinhos para sair e os concertos serão aproveitados para os lançar e promover.


A roupa está ensopada em suor, o chão está peganhento e escorregadio, os ténis perderem a cor e o corpo, assim que arrefece, começa a ressentir-se das várias pancadas sofridas. Está concluída uma bruta noite de hardcore, onde os Terror, vencedores à partida (desta vez não foram “underdogs”), despoletaram uma onda de caos capaz de agitar as vizinhas águas do Tejo.


Os Mordaça substituem A Thousand Words, aproveitando o evento para apresentar Metralha, o novo guitarrista da banda. Mas não é tudo: os portugueses Shape também foram convidados para actuar numa noite que se prevê de intenso hardcore.


Não é um álbum original – tendo em conta o estilo onde se insere, como poderia sê-lo? Alguém imagina um crust/grindcore sinfónico ou semelhante? – mas é do melhor que surgiu nos últimos anos neste espectro. Vale (bem) a pena.


Os Trap Them estão prontos para lançar Darker Handcraft, o terceiro full lenght da carreira; e já disponibilizaram uma faixa como aperitivo para o que aí vem.


No último domingo, caso me tivessem oferecido a oportunidade (remunerada) de ser segurança em Parkway Drive eu não aceitaria. Não faz o meu estilo e, simplesmente, há concertos onde não vale a pena oferecer resistência à multidão. Nem mesmo a plataforma, colocada à frente do palco para os stage divers, parecia capaz de suster o ímpeto daqueles que se renderam aos seus ímpetos mais voláteis. Foi a descompressão geral. E é para isso que os cinco australianos viajam meio mundo… Para, no final, terem a certeza de que as suas vibrações negativas (e as dos outros) ficam agarradas ao chão e às paredes dos recintos por onde passam. O (cheio) Santiago Alquimista não foi excepção.