Posts Tagged ‘Dead Combo’

Que vai haver praia, tempo quente e muita doçura até ao Verão na Galeria Zé dos Bois, nós já tínhamos noticiado. Para quem já se esqueceu, nós relembramos: Deradoorian, Cass McCombs, Fabulous Diamonds & US Girls, Rodrigo Amado com Jeb Bishop, Julian Lynch, Ducktails ouBig Trouble são algumas das propostas da ZDB até Junho. Agora, acrescentamos mais umas quantas.

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O 8º Festival Internacional do Cinema Independente regressa à cidade de Lisboa entre 5 e 15 de Maio. A programação, dividida entre o Cinema São Jorge, o Teatro do Bairro, a Culturgest e a Cinemateca Portuguesa, volta a ter uma secção de filmes dedicados à música, e ainda uma bela prenda: os Tindersticks, em concerto, para acompanhar a obra de Claire Denis.


14 de Abril, Teatro Aveirense, Aveiro Texto por João Sardo Quando tanto se fala (e a maioria das vezes com desgraçada razão) no depauperado panorama musical português, não nos devemos nunca esquecer das excepções que não confirmam a regra. Por falar nisso, é tão bom não ter que ler que o problema é não se […]


Os Dead Combo e a sua Royal Orquestra das Caveiras andam por aí a apresentar o espectáculo que deu origem ao DVD “…ao Vivo no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz”. A próxima paragem é o Teatro Aveirsense, e nós não podíamos deixar de sugerir-te: se não viste Tó Trips e Pedro Gonçalves recentemente ao vivo, pára por lá também.


O Festival Termómetro chega ao fim no Sábado, dia 5 de Fevereiro, na LX Factory, em Lisboa. Dead Combo e Noiserv actuam juntos na final.


Há homens arraçados de cavalo, nem que o sejam somente por uma questão astrológica. Mas homens arraçados de tigre não há assim tantos. Portugal tem um e ele já enche o Coliseu dos Recreios, pronto a oferecer um concerto de quase duas horas com convidados amiúde. Dotado de um carisma artístico pouco comum, Paulo Furtado é, mantendo a veia felina, o nosso lince ibérico de referência: protejam-no – tal como fizeram os quase três mil presentes que, ontem, o aplaudiram de pé.


Comecei a ouvi-lo já tarde, num horário que para mim ele não merecia. Mas ele, como eu, não parecia importar-se muito com isso. A voz grave, escura, quase sussurrante, mas tão perceptível estava sempre lá àquela hora, pronta a narrar três horas de música incrível. Àquela hora nocturna, “A Hora do Lobo” fazia desfilar no éter mais música que os meus ouvidos tinham ouvido até então. Nem sei bem que idade tinha, mas não passava de um mancebo que gostava tanto de Limp Bizkit, como de Pink Floyd ou Phill Collins e se hoje tenho um ouvido relativamente educado, devo-o àquele espectro que passou uma vida atrás de um microfone, a dedicar-se à música e que passado tantos anos idolatro e recordo como se ele ainda estivesse vivo. Afinal, falamos do homem que, juntamente com o John Peel, me dá vontade de todas as semanas brincar à rádio. É a minha pequena homenagem.