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11 de Maio – Aula Magna, Lisboa Escrito por António Matos Silva / Fotos por Graziela Costa Há bandas e bandas e há fãs e fãs. E depois há os Tindersticks e Portugal. É no mínimo admirável a solidez que este relação leva, ano após ano, concerto após concerto, entrega após entrega. Desta vez, a […]


O próximo Bodyspace Au Lait – iniciativa da webzine Bodyspace em conjunto com o Café Au Lait, no Porto – continua a marcar pontos. Depois das vindas de JP Simões ou Eric Carbonara, a senhora que se segue é Erica Buettner, conforme o PA já havia avançado. A norte-americana, que se apaixonou por Coimbra, vem apresentar True Love And Water, num espectáculo ao fim da tarde (o início está marcado para as 19 horas) e gratuito, na baixa portuense.


Perante uma Coimbra virada do avesso, tomada de assalto pela população que faz as suas artérias pulsar, a Praça da Canção, transformada em queimódromo, recebeu os britânicos Editors no palco principal e, numa perspectiva nada secundária, o comício barcelense encabeçado pelos Glockenwise e pelos Black Bombaim, no Palco RUC.


De Stockhausen a Brian Eno, a música electrónica cresceu, diminuiu, estagnou, arcou com os estereótipos do techno, eurodance e electro-pop e levou muita gente a achar que a boa electrónica (aquela propalada pelos The Knife) estava esgotada e encerrada em si mesmo. O que acontece depois? Uma sensação de vazio, um silêncio que rodeia este espectro que se julga erradamente gasto e repetido. É aqui que entram novos valores como Tim Hecker, Ben Frost, Pure Reason Revolution e, claro está Sasu Ripattu enquanto Vladislav Delay Quartet.


Marquem este dia nas vossas agendas: 25 de julho. Porquê? Porque esta é a data que marca o regresso dos Animal Collective a Portugal, três anos depois de uma passagem por Lisboa e Porto.


O soul está bem vivo e recomenda-se, parece. Aula Magna completamente esgotada e em total apoteose no concerto do jovem Aloe Blacc, a nova promessa do género, que veio apresentar o seu segundo disco, Good Things, num belo e energético concerto que fez relembrar os grandes mestres que deram ao soul a sua alma. Imediatamente na primeira música, Hey Brother, menciona James Brown (claro!) e Stevie Wonder, enquanto coloca logo grande parte da sala de pé para dançar naquele excelente opener. E de facto, eles estiveram lá. Pelo menos em alma.


Sasu Ripatti é Luomo, Sistol, Conoco e Uusitalo. Mas também, e sobretudo, é o nome de berço de Vladislav Delay, músico finlandês que actua, amanhã, no Teatro Maria Matos, em formato quarteto. Apaixonado pelos tons do jazz, da techno, ou do dub, Ripatti é o verdadeiro camaleão da electrónica minimal finlandesa, um dos artistas de renome da cena berlinense, onde se sedeou, durante uns tempos. O elemento sónico – que até pode partir de um simples ruído – é pedra basilar na estrutura musical de Ripatti, que, recentemente, foi convidado a participar no ATP de Londres, curado pelos aclamados Animal Collective.