Concerto: Cut Copy @ Coliseu dos Recreios

24Mar11

23 de Março, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Texto por Emanuel Pereira / Fotos por Graziela Costa

“É o nosso primeiro concerto a sério em Lisboa. Já cá estivemos no Lux (2008), mas, agora, temos direito a um espaço desta dimensão, com tantos fãs”, disse Dan Whitford, o líder dos Cut Copy, apercebendo-se de que a plateia estava repleta e pronta a alinhar efusivamente no ritmo dos australianos. E se nas primeiras músicas ainda houve um descalibrar do som, com a voz do irrequieto Whitford a sobrepor-se à melodia de Nobody Lost, Nobody Found, em So Haunted o caso mudou de figura e os Cut Copy puderam molhar a esponja no seu alguidar electropop e salpicar de forma plena o público.

Na bancada, os poucos que por lá se sentavam depressa se ergueram. Alternando entre músicas de In Ghost Colours (2008) e o recém-nascido Zonoscope (2011), os Cut Copy apostaram numa forte secção rítmica, reforçada com percussão extra, afim de criar ondas de choque capazes de estremecer até os que estavam pelos camarotes. Lights and Music, um dos nobres êxitos da carreira da malta do hemisfério sul, fez com que a plateia suasse de bom grado, num salto conjunto que admirou Whitford: “estou a ver que vocês já estão suficientemente aquecidos!”, disse, visivelmente satisfeito.

Do primeiro álbum, Bright Like Neon Love (2004), apenas se ouviu Saturdays, que precedeu um prolongado jam electrónico, onde se fundiram Hearts On Fire e Sun God. Foram dez minutos consecutivos de um psicadelismo dançante, onde Tim Howey elevou a sua guitarra o máximo que pôde, obrigando-a a transpirar fortes powerchords. Assim que o silenciou imperou, as luzes baixaram e a banda saiu, sob um aplauso de admiração.

Para o encore ficaram guardadas Need You Now e Out There On The Ice. Mas não foi tudo. Tanto Whitford, quanto Howey, trataram de elogiar os portugueses. Não só o guitarrista admitiu que Lisboa é a sua cidade favorita no mundo inteiro, como o vocalista adicionou um piropo: parece que o público do Coliseu foi o melhor de toda a tour. Verdade, ou apenas um daqueles elogios cliché, o que é certo é que os 75 minutos de Cut Copy foram suficientes para a plateia sair satisfeita com o resultado. Pelo menos, terá servido para esquecer tudo o que de mau, a nível político, se sucedeu durante a noite.

Durante a hora que precedeu o concerto dos australianos, o DJ português MAD.MAC apresentou um set que serviu de anfitrião para os que, a conta-gotas, foram entrando no recinto. Não poderemos falar propriamente de uma concerto a sério, já que terá sido mais próximo de uma actuação como pano de fundo do que outra coisa.

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One Response to “Concerto: Cut Copy @ Coliseu dos Recreios”

  1. 1 Joao Meira

    Engraçado, o publico do coliseu do Porto também foi o melhor do mundo, e a cidade do Porto tambem… Porque é que as bandas dizem isto? Para receber mais umas palmas! Weird.. ;P


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