The Glockenwise em Entrevista: “Enquanto estivermos os quatro juntos, vamos fazer música descomprometida e sem preocupações.”

16Mar11

Texto por André Forte / Fotos por Eduardo Pinto

Os The Glockenwise já não são estranhos nenhuns para quem segue o PA. Mas mesmo para quem não segue, este quarteto minhoto, vindos da cada vez mais badalada cidade de Barcelos, começa a não causar estranheza alguma: já se faz ouvir por aí em anúncios e anda um pouco por todo esse Portugal a espalhar o terror em concerto. Ou, melhor, a fazer ondas, como indica logo o álbum Building Waves, que editaram em Janeiro.

Em pleno café do Hard Club, reunidos em volta de uma mesa, o vocalista Nuno Rodrigues e o guitarrista Rafael Ferreira (mais conhecido como Rafa, ou “Rafinha” para os amigos), acompanhados pelo baixista Rui Fiusa, estiveram em amena cavaqueira com o PA. O resultado dessa meia-hora de conversa pode ser lido em baixo.

Há quanto tempo é que tocam juntos?

Nuno: Nós tocamos juntos, os quatro, desde 2007. Nós tínhamos 16 anos, e o Rafa 15.

E porquê começar uma banda em Barcelos? Não foi bem por falta de alternativa. Tinham o Hóquei de Barcelos, o Gil Vicente…

Nuno: Eu joguei nos escolinhas do Gil, mas mandaram-me embora porque não tinha jeito. O Cris ainda ficou lá e esteve para ir jogar no Braga, mas quis ser baterista, foi uma opção pessoal. Mas porquê que começámos a tocar?

Rafa: Não se passava nada! E também porque havia outras bandas na zona, havia pessoal mais velho que tocava e isso acabou por nos influenciar.

Que ligação é que vocês tinham com eles?

Nuno: A princípio, nenhuma, não os conhecíamos. Se calhar, eu já conhecia o Joca (Green Machine, Botswana, ALTO!), mas só de “olá, tudo bem?”, porque ele era amigo do meu irmão. Só os conhecemos e nos tornarmos amigos depois de a banda estar formada e de começarmos a tocar juntos.

Li numa entrevista que vocês eram conhecidos como “a banda dos transportes públicos”. Isso ainda se aplica?

Rafa: Ainda hoje viemos de comboio!

Nuno: Já temos carta, mas o pior é que agora a Matilde [carrinha que algumas bandas da Lovers & Lollypops usam] está doente. Quando a Matilde está doente, é difícil.

Vocês já tiveram grandes aventuras graças a isso, deduzo.

Nuno: Claro. Já fomos para Lisboa de comboio, tocar ao Cabaré Maxime; já fomos para Portalegre em quase todos os transportes públicos, também.

E o material, como é que o levaram?

Rafa: Às costas! Mas também não levávamos tudo. Levámos os instrumentos e um amplificador de guitarra, um Fender Hot Rod. É pesadito, mas não se compara com um Marshall, por exemplo.

Diriam que foram os melhores momentos da vossa carreira?

Nuno: Sim, o grande momento da minha carreira foi estar em Portalegre, a nove quilómetros do centro da cidade, onde ia tocar, numa estação de comboios em que nem havia iluminação. Estive cerca de uma hora à espera, a tentar arranjar alguém que me desse boleia e só um senhor, que tinha 500 números de táxis e apenas um contactável, que me contou a história toda da vida dele e da família, é que me ajudou. No final, pagou-me o táxi. Fiquei sentido e essa foi a maior “quest” por que já passei para poder dar um concerto.

Também foi o vosso, Rafa e Fiusa?

Fiusa: Sim, e tocar no Maxime também foi incrível. Não tínhamos onde ficar, onde guardar o material, mal conhecíamos Lisboa e fomos sozinhos.

Rafa: A sorte foi que, quando estávamos a ir para lá de comboio, o Joaquim Albergaria entra na nossa carruagem em Aveiro. Já o conhecíamos por termos tocado com Vicious Five e cumprimentámo-lo; em conversa lá lhe dissemos que não tínhamos onde ficar e ele ofereceu-nos a sua casa.

Nuno: Acho que ele e o pessoal da Filho Único foram o único público que tivemos, porque as outras 200 pessoas estavam mais interessadas em estar junto ao bar, a beber copos.

Essa é a típica história de um concerto em Portugal, não acham?

Fiusa: Sim. O técnico de som até gravou a actuação toda e, no fim do concerto, pôs a tocar uma das músicas que tínhamos tocado. Quem estava lá atrás a beber copos, veio para a frente dançar. Enquanto estivemos a tocar, ninguém quis saber, esteve só o pessoal que organizou a ver o concerto. Assim que foi alguém a pôr música, já era um grande som e estava tudo a dançar.

Nuno: Esse concerto foi engraçado, porque mandámos o PA abaixo sete vezes. Estávamos a tocar mesmo muito alto!

Rafa: Nós estávamos a utilizar o material dos Ena Pá 2000 e o Manuel João Vieira até nos veio mandar umas boquitas, a dizer que éramos quentes.

Foi isso que vos marcou mais?

Nuno: São essas coisas que marcam mais uma pessoa. Podíamos estar aqui a dizer que foi termos editado o álbum e ele aparecer na Blitz, mas não. O que me fica na memória são coisas de que me posso rir às gargalhadas agora.

“O álbum reflecte exactamente a nossa maneira de estar”

O nome Building Waves lembra logo a expressão “fazer ondas”. Vocês gostam de apontar o dedo?

Nuno: Não se trata de apontar o dedo. Tem a ver com os acontecimentos e histórias que traçam o teu perfil enquanto pessoa, no processo de crescimento. Nós falamos do que conhecemos: uma cidade que não tem um sítio para se dar um concerto. Mas é claro que nós falamos de temas que são quase lugares-comuns para todas as pessoas que cresceram em cidades que não foram o Porto, Lisboa, ou Nova Iorque.

O Building Waves não é um álbum que se ouça e se diga que é super-inovador. Mas, claramente, as músicas são tão descontraídas que nos levam a crer que são novas. Vocês tiveram essa preocupação, de tornar as coisas descontraídas e suaves?

Nuno: Não se tratou, sequer, de uma preocupação, mas de uma atitude. O álbum reflecte exactamente a nossa maneira de estar. Nós os quatro não conseguiríamos fazer música de outra maneira. O Cris tem outra banda, de doom (Aspen), algo que entre todos nós nunca iria resultar. A nossa atitude é fazer coisas simples, descomprometidas e sem grandes preocupações. Já temos tanto com que nos preocupar, a música de certeza que vai ser a nossa catarse, eternamente, e, enquanto estivermos os quatro juntos a fazer música, vai ser sempre assim.

Como é que foi gravar o álbum estando despreocupado?

Nuno: Isto de ter que perceber as dinâmicas das relações entre o produtor e a banda, dos tempos, dos horários e tudo o mais foi algo por que nunca tínhamos passado. Foi um processo profissional e sério, mas, assim que a porta da cabine se fechava e nos diziam que estava a gravar, era como se estivéssemos na sala de ensaios. O álbum foi gravado praticamente live e quase sempre ao primeiro take para passar essa ideia. Só as vozes é que foram feitas à parte e houve dois ou três overdubs de guitarra, mais nada. Não há exageros na produção e tudo soa quase estridente e alegre.

Mas diria que isso acaba por ajudar e transmitir uma ideia muito boa daquilo que vocês são em concerto. Vocês tinham esse objectivo?

Nuno: Sim, sim! É claro que ao vivo é sempre mais sujo. Mas também depende das condições. Se estivermos a falar da festa de natal da Vice, em que aquilo foi um caos total… quase que era difícil manter a guitarra ligada durante uma música inteira! (risos)

Em contrapartida, depois desse caos, como é que foi actuar na Casa da Música?

Nuno: Eu acho que essa foi a experiência mais profissional por que passámos. Nunca tínhamos sido tratados como alguém que ia tocar e só tinha de se preocupar com isso. Nós estamos habituados a tocar em clubes e pequenas salas e é disso que gostamos, mas tocar na Casa da Música foi uma experiência que não me importava de repetir todos os fins-de-semana.

Rafa: Eu ficava lá a viver! (risos)

Vocês tiveram direito a mordomias, é isso que querem dizer?

Nuno: Exactamente, nunca tínhamos passado por isso. A partir do momento em que descarrego o material para um hangar e quando o vejo outra vez já está todo montado no palco… isso, para mim, foi um sonho.

Mas, mesmo assim tiveram problemas, por causa do stage-diving.

Nuno: Sim, é verdade! E também tive um problema na guitarra. Mas isso foi por burrice minha, que nunca tinha tocado com ela e um dos pick-ups não estava a dar. Eu, sem querer, mudei para esse pick-up, a minha guitarra calou-se e eu achei que era dos meus pedais, que já é um problema recorrente. Os meus pedais são muito bons. (risos)

Ainda por outro lado, como é tocar numa Fnac, para umas dezenas de pessoas sentadas, depois de tocar na Casa da Música e pôr uma sala bem composta a dançar?

Nuno: Tocar numa Fnac foi a coisa mais próxima de um trabalho que eu já fiz. (risos) As Fnacs são sempre o circuito de promoção do disco. Claro que é bom tocar numa, mas se pudesse promover o disco da mesma forma e nunca tocar lá, essa seria sempre a minha opção. A Fnac não nos deixa tocar alto, não nos deixa tocar como queremos, nem para quem queremos, nem às horas que queremos.

Rafa: É preciso ter um bocado em conta como somos e o que gostamos de fazer, também. Eu prefiro sempre tocar num tasco a tocar numa Fnac, apesar de à partida termos muito melhores condições lá do que no tasco.

Como é que explicam as jaquetas de ganga, nas fotos promocionais?

Nuno: Isso foi claramente irónico. Nós estávamos a fazer as fotos e a Filipa [Alves, fotógrafa] disse-nos que tinha as jaquetas e nem pensámos duas vezes.

Rafa: Ouvindo o disco, não imaginas logo quatro gajos de jaquetas?

Não, por acaso não imagino isso, de todo.

Nuno: Exactamente! Quatro gajos fininhos de jaquetas? Só o Fiusa é que é encorpadito. E é o mais bonito e fotogénio, também. Foi o que ficou mais mais bem, nessa sessão, tenho de admitir.

Vocês estão a aparecer em todo o lado, até nos sítios mais estranhos para uma banda como vocês. Como é que reagem ao facto de terem uma música no anúncio da Vodafone?

Rafa: Quando o anúncio apareceu, estar a ouvir a nossa música e depois ouvir a voz da gaja da Vodafone por cima, foi fantástico. (risos)

Nuno: Porque é a voz da Vodafone, uma voz que te acompanha desde que és miúdo, e, de repente, tens uma música tua com ela por cima. Eu nem diria que foi um ‘dream come true’, até porque isso também não nos interessa para nada. Nós gostamos é de dar concertos e de beber copos, basicamente. Mas com esse anúncio percebemos que as músicas não ficam pelo caminho e que estão a chegar a quem nós queríamos que chegasse.

Mas vocês fizeram as coisas para que acontecesse dessa forma? Noutras entrevistas, vocês falam do álbum como se tratando de um conjunto “9 faixas e 8 singles”.

Rafa: (risos) O nosso objectivo não foi, de todo, fazer um disco para passar no anúncio da Vodafone. Quando dissemos isso queríamos expressar a ideia de que, no álbum, não há nada que nós não gostássemos de continuar a tocar. Não há nada no Building Waves que seja só para encher chouriços e ocupar espaço, tirando o pequeno interlúdio que é puramente estético.

Que até tem um título curioso. Bilhar às nove e meia. Porquê?

Nuno: É uma razão bastante literata, até. Esse é o título de um livro de um prémio Nobel alemão, Heinrich Böll. Eu acho imensa piada ao nome e que tem tudo a ver com Barcelos, voltando ao tema, principalmente porque me faz lembrar “o Bilharista”, que é um café que há lá. A música é lenta e arrastada, e faz lembrar aquele far-west americano. Acho que isso tem um pouco a ver com a nossa experiência lá.

Quando e onde é que gravaram o Building Waves?

Rafa: Em Agosto, no AMP Studio com o Paulo Miranda.

Pensava que tinham gravado no Meifumado.

Nuno: Não, não. Nós não temos dinheiro para o Meifumado. Os Black Bombaim é que têm dinheiro para essas merdas, não somos nós.

Rafa: São as Shakiras do rock.

“As nossas inspirações estão todas fora de Barcelos. O tédio não nos inspira, funciona como motor.”

Porque é que acham que Barcelos é considerada a capital do Rock?

Nuno: De longe, Barcelos não tem o movimento cultural, nem o input cultural, que têm as cidades como o Porto e Lisboa, em que projectos musicais surgem todos os dias em qualquer esquina. Barcelos não é assim. No entanto, tem muitos mais projectos do que qualquer cidade do mesmo género na região, também porque é muito jovem. Acaba por ser, um bocado, a lotaria, as bandas de rock, mesmo de rock, virem de Barcelos.

Li há uns dias um artigo que falava de Barcelos como a Seattle portuguesa.

Rafa: Isso já vem dos anos 90, em que havia os Kafka, por exemplo. Foram bandas que surgiram todas ao mesmo tempo e que tiveram muita visibilidade na cena alternativa, e isso acabou por dar esse título a Barcelos.

Nuno: Mas não sei se a consideraria a Seattle portuguesa, agora. Acho que é mais San Diego.

Porquê San Diego?

Nuno: Porque o pessoal gosta de drogas e de rock.

Rafa: E tem a praia ao lado, em Esposende.

Da altura de Seattle, qual dessas bandas é que vos marcou mais?

Rafa: Das bandas que surgiram nos anos 90, não houve nenhuma a influenciar a nossa banda. Nenhum de nós se identifica musicalmente com aquilo. Era uma onda muito Manchester, muito negra, muito Joy Division. Eu, aliás, nem gosto de Joy Division. Mas claro que são figuras importantes e são músicos que ainda hoje são figuras imensas.

Nuno: Os Lalala Ressonance, por exemplo, são basicamente a melhor banda que anda aqui. São incríveis. O André Simão (Lalala Ressonance) e o Filipe Miranda (The Partisan Seed) são figuras incontornáveis da música portuguesa.

E uns Green Machine, por exemplo, que já são mais antigos?

Nuno: Os Green Machine apareceram numa fase intermédia. Apareceram ali em Los Angeles. (risos)

O que é que em Barcelos, especificamente, vos inspirava a fazer música? O que é que vos leva a pegar na guitarra e a fazer algo?

Nuno: Em Barcelos nada me inspira a fazer música. As minhas inspirações estão todas fora de Barcelos. Já me perguntaram se o tédio é uma inspiração. O tédio não é uma inspiração, mas acaba por funcionar como motor, que é algo totalmente diferente. As nossas inspirações vêm de bandas que têm algo a ver connosco, com as quais nos identificamos musicalmente.

Então, deixa-me fazer a pergunta de outra forma: quem for ouvir o Building Waves nota um espírito típico do “high school”, de pôr o dedo na ferida. Não retiraram isso das vossas vivências lá?

Nuno: Essa nota está presente, sim, e só aconteceu porque somos de Barcelos. Mas tem que ver não directamente com Barcelos, mas com tudo o que é do mesmo género. Tem que ver com ter crescido numa cidade assim e ser sobre isso que sei falar. Eu não sei falar de coisas mega-urbanas, cosmopolitas, e grandes noites, gatas e drogas. Sei falar sobre a pequena terra em que eu cresci e que me obrigou a meter um comboio para tocar em Lisboa.

Vocês saíram todos de Barcelos. Como é que vocês fazem agora, longe da cidade, apesar de a inspiração que vos proporciona ser um mito?

Rafa: Eu considero que tudo aquilo que as pessoas acham de Barcelos, de ser capital, Seattle, etc., é um mero acaso. Tudo me parece o efeito bolo de neve, de alguém que começou uma banda porque tinha uma guitarra em casa e outras apareceram da mesma maneira.

Nuno: Com isto, nós não queremos descredibilizar aquilo que pode ser Barcelos. As pessoas de lá trabalham e esforçam-se muito, e isso vê-se nas bandas barcelenses, que são todas trabalhadoras e suam muito para estar onde estão. Por isso, não há como dizer que não há nada e que não se passa nada. É claro que há muitas bandas, mas isso foi, para mim, uma coincidência. Não há nada na água, ou no ar, que leve as pessoas a formar bandas.

Como é voltar a Barcelos agora que são uma banda que aparece em todo o lado?

Nuno: É completamente igual. Acho até que as pessoas gostam menos de mim.

Estavas à espera que gostassem mais de ti?

Nuno: Eu não estava à espera de nada. Continuo a ir aos mesmos sítios, com os meus amigos, e a única diferença é que de vez em quando um miúdo qualquer me adiciona no Facebook e, por acaso, nas bandas favoritas tem Glockenwise. Claro que fico todo feliz quando isso acontece, mas quando vou na rua ninguém pára para dizer “cuidado, este gajo é o vocalista de Glockenwise.”

Isso até me lembra o Milhões de Festa, em que ninguém de lá sabia do festival. Lembro-me de ter andado uma hora à procura do parque de campismo, e, afinal, andei uma hora à volta dele.

Rafa: Nessa altura eu estive a fazer de sinaleiro e a explicar a toda a gente onde é que era o quê, com eles a queixarem-se de já terem dado 20 voltas ao recinto.

Nuno: 99,9% da juventude de Barcelos continua a preferir a Rihanna e o hip-hop rasco, tipo 50cent e assim, à música que é feita lá. Mas é uma cidade com muita gente: quando há um concerto, aparecem sempre muitos jovens, mas continuam a ser uma amostra muito minoritária do que duas escolas secundárias em menos de um quilómetro, cada uma com mais de mil estudantes, são.

Não acham porreiro haver uma entrevista em que possam falar de merda à séria? Não há nada que sempre tenham desejado dizer e que não tenham podido?

Nuno: Falar de merda? Sei lá, já demos entrevistas em que as coisas descambaram como filhas da mãe. Houve uma em que a primeira pergunta que nos fizeram foi se o facto de o Cris não estar presente porque tinha um exame nos parecia paneleiro. A partir daí estava tudo perdido.

Rafa: Começámos todos a insultá-lo, a dizer que era um filho da puta e um paneleiro de merda. Começámos a bater na mesa e a praguejar.

Então, já não é novidade nenhuma, isto.

Nuno: Se calhar é, se publicarem, porque a outra não foi. [desapontamento geral com um “óóó”] Foi editada.

Já sabemos que vão tocar no Milhões de Festa. Quais é que são os planos para antes e para depois disso?

Nuno: Conquistar um bocado do universo, ali para os lados da nebulosa 23-Y. (risos) Fora de brincadeiras, acho que passa um bocado por continuar a tocar e ver se dá para pôr um pezinho lá fora.

E registos novos? Alguma coisa no horizonte?

Nuno: Ainda nem tivemos tempo para ensaiar, e não o fazemos há três ou quatro meses. Mas temos intenções de gravar. Já há algumas ideias para uns splits em vinil, mas nada que se possa adiantar. Lá para 2012 ou 2013 aparecerá outro álbum.


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  1. 1 Milhões de Festa no SWR « Ponto Alternativo

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