Em Preview: Rock no Monte

11Mar11

Nos últimos dias temos sido algo chatos com o Rock no Monte, mas isso é porque o que vai ao Montinho está destinado a voltar e a deixar boas impressões.

A primeira edição deixou uma primeira boa impressão. Agora, com uma segunda edição mais arriscada, com um cartaz mais aliciante e preços super-competitivos (não me lixem: bilhete para dois dias, com oito bandas, campismo e duas refeições a 12€ é de homem e mulher com pelo na venta), o Rock no Monte está votado a fazer uma volta boa o suficiente para pôr o Montinho no mapa do circuito das bandas nacionais.

Se, por mero acaso, não estão familiarizados com os oito nomes que vão rockar no Montinho, ficam a conhecê-los melhor em baixo, porque o PA oferece-vos uma pequena descrição para cada uma delas e um vídeo para cada uma (se existirem e se forem perceptíveis). Cá ficam:     

1º dia (11 de Março) – a partir das 22h00

Botswana

Os Botswana começaram agora a dar os primeiros passos, mas a verdade é que, desde o nascimento da banda até ao lançamento do EP de estreia, Atilas Atlas, estes rapazes e rapariga saltaram de imediato a fase de gatinhar graças à nada curta experiência com que contam. Botswana é o ponto de convergência entre Throes, ALTO!, DreamsGreen Machine e a ex-vocalista de Crisis, num garage-rock bem pintado com o espírito do punk.

Aspen

Os Aspen são colossais, como as montanhas do colorado que abrigam a terra com o mesmo nome. São do doom e de certeza que gostam do melhor dos Melvins. Vêm de Barcelos e vivem na crista da mesma onda que os Black Bombaim, por exemplo. É preciso saber mais para concluir que vão demolir a tenda do Rock no Monte?

Larkin

Com o mesmo espirito que os At the Drive-in elogiavam nos Clash, os Larkin dão a melhor roupagem possível ao seu punk-hardcore. Discípulos dos melhores Refused, fazem do punk um género sem limitações bacocas e como deve ser: verdadeiramente livre. Já deixaram um bom prenúncio na primeira parte do concerto dos Monotonix no Hard Club do Porto. No Rock no Monte, não estão com o ingrato papel de aquecer o público, por isso, já sabemos que o à-vontade será outro durante a actuação no Montinho, que deverá ser centrada no novo álbum, Elements of Our Desires.

The Glockenwise

Os Glockenwise são uns putos porreiros, mas, acima de tudo, são uma bandas que melhores concertos dão por esse Portugal fora. Cheios de energia e absurdamente genuínos, estão em fase de apresentação do longa-duração de estreia, Building Waves, e estão mesmo empenhados em fazer ondas por onde passam. O melhor: com o seu garage-rock, muito proto-punk à la Iggy Pop & the Stooges e cheio de reverb nas guitarras, eles conseguem virar tudo de pernas para o ar.

After Party: The Ruquettes

2º dia (12 de Março) – a partir das 22h00

Wild Tiger Affair

Os Wild Tiger Affair ainda não se afirmaram no panorama musical português, mas têm todos os ingredientes para o fazer e bem. Agora em estúdio, a preparar o álbum de estreia, estes rapazes de São João da Madeira estão a preparar-se para mostrar ao mundo o seu bom sludge. O Rock no Monte será o primeiro passo.

The Amazing Flying Pony

Com alguns prémios no curriculum, os conimbricenses Amazing Flying Pony têm deixado espalhado o bom nome da antiga capital do Rock por aí. Agora vão levá-lo ao Montinho, com o seu rock bem Yeah Yeah Yeahs, baixo corrido e riff de guitarra para a frente, em riste.

Sons of Misfortune

Os Sons of Misfortune podem ser uns tipos cheios de azar, mas nasceram com aquela capacidade irritante de terem pinta, tocarem bem e fazerem boas malhas. São uns gajos lixados, é certo, mas o seu rock, claramente influenciado pelo movimento stoner de Palm Desert e pelos Motörhead, é do melhor do género deste jardim. E, claro, não são uns pacóvios quaisquer: Mike Ghost dos Men Eater é Myst Fortune, Poli dos Devil in Me é Sam Misfortune e Conim dos Dawnrider é Tony Misforune, em actuação de rock duro num Montinho perto de si.

Devil in Me

Os Devil in Me deviam dispensar apresentações, nem que seja porque, depois deste largo texto, me doerem os dedos, mas Poli e companhia merecem o destaque de cabeças de cartaz que têm no alinhamento do certame. Com uma já longa carreira no conta-quilómetros, este quarteto é, indubitavelmente, um dos nomes maiores da cena underground portuguesa e tem vindo a provar que essa é uma posição bem consolidada Melhor: merecidamente consolidada. Com The End na calha, editado no final do ano que passou, o Rock no Monte vai assistir a uma actuação de uma banda com muito tempo na estrada, mas com muita música fresca para apresentar em concerto.

After Party: Le Cirque du Freak

Bilhetes:

  • Diário: 4€
  • Dois dias: 8€
  • Dois dias + campismo (+ almoço e jantar de sábado): 12€
Advertisements


No Responses Yet to “Em Preview: Rock no Monte”

  1. Leave a Comment

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s


%d bloggers like this: