Concerto: Hills Have Eyes + Sons of Misfortune + This is Mafia @ Coimbra

13Feb11

11 de Fevereiro, States Club, Coimbra
Texto por André Forte/ Fotografia por Eduardo Pinto

Numa sexta-feira de States Club, em que a sala se encheu de gente para contrariar a triste tendência que imperava até há pouco tempo na cidade dos estudantes, houve música de peso, mas, acima de tudo, prestações de peso por parte de uma audiência participativa em resposta a grandes concertos.

Pouca passava das 23h quando o palco foi preenchido pela presença dos muito locais This is Mafia. Equipados com nu-metal do início do século, atacaram desde logo a audiência com os seus pormenores tão dignos de uns Korn mais acelerados, como de uns Incubus mais agressivos, entre palm-mutes constantes, baixos graves, corridos e distorcidos e imensos exercícios guturais por parte do vocalista.

Durante a pouco mais de meia-hora em que actuou, o quarteto conimbricense conseguiu arrancar os primeiros esboços de headbanging, mas que, sem sombra de dúvidas, estavam reservados para os motorizados Sons of Misfortune (SOM), que, mal acabaram de aquecer a engrenagem com as faixas ambientais já típicas das bandas de Mike Ghost (ou deverei dizer Myst Fortune?), arrancaram a todo o gás por um deserto de riffs stoner, perante uma plateia rendida com a prestação de Sam Misfortune (Poli) no baixo, a dar o litro e segurar o pouco que Myst deixava escapar da bateria completamente arrasadora. De resto, a combinação ideal de harmonia-ritmo para que Tony Misfortune (Conim) de vez em vez se dedicar ao psicadelismo que a música pedia às guitarras e ao seus solos.

Não há, mesmo, como escapar à comparação com os Motörhead e com o seu Lemmy Kilmister, vocalista e baixista dos britânicos: Sam Misfortune, de baixo em punho, colocando a sua voz rouca sobre a máquina SOM, liderou-a ao longo do concerto, sendo o principal ponto de ligação com o público. Só lhe faltaram as verrugas.

Mas o nome maior ainda era o dos metaleiros do hardcore Hills Have Eyes. Os setubalenses subiram ao palco já passava da uma da manhã, mas estavam em força. Com duas guitarras, baixo, bateria e voz, entregaram-se à difícil tarefa de bater um actuação quase sem mácula dos Sons of Misfortune, mas não vergaram na sua tentativa.

Com a força da actuação praticamente toda centrada no vocalista, até porque no palco pouco espaço havia para grandes avarias, o quitento actuou durante quase uma hora, até o suor não lhes correr mais pelo corpo, numa prestação cheia de energia que provocou mesmo um pequeno mosh pit no público. No entanto, e se me é permitido personalizar esta pequena análise, não foi suficiente para tirar das memorias os filhos do azar. É difícil bater quem se vinga em palco.

Advertisements


No Responses Yet to “Concerto: Hills Have Eyes + Sons of Misfortune + This is Mafia @ Coimbra”

  1. Leave a Comment

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s


%d bloggers like this: